janeiro 18, 2005

O turno da noite

Os dias, os que chamamos pelo nome, aqueles que respiram o sorriso e a carícia, deixam-se navegar e oferecem sempre um porto seguro onde desaguar a ternura. "Há dias que doem um pouco mais que outros", e esses, deixam-nos sós como estátuas. Depois, resta esperar "que a noite chegue" e nos enrole na manta do olhar prolongado. Durante o silêncio, basta procurar dentro de nós. E no fim da noite, quando Feynmann nos acordar, traçaremos a trajectória elíptica de um planeta P em torno do Sol F, e lá na Esfera Celeste procuramos o caminho. O que passa por baixo da nossa janela.

ao som de uma canção que guardo para os momentos de quilate

1 comentário:

Anónimo disse...

mas o caminho que já sabemos,
a calçada por baixo da janela,
remete o corpo ainda quente para novas elipses
para novos corpos
para um outro sol.
beijo
vK.