janeiro 19, 2005

Veias e taças de molho chinês

Na culpa e na carótida, no amor, na presunção, na altitude, no vazio e na tontura, no abraço, na mão, na vigilia, no canto mais escondido do manicómio. Lá longe, na exactidão de algum voluntário perdidamente apaixonado, na inveja, na sorte, na rouquidão, no desespero, no esperanto, na candura, no pretérito, em agridoces milímetros. Ao chegar ao cais, por detrás das gruas e das caixas de pó de arroz, no side car pintado de verde escuro, na surdina, ao de leve, ao cair. Ao acaso, à distância, ao virar da esquina na rua de sol cadente, ao longe, ao menos, escorregando ao longo da parede branca. Na cor, na denúncia, no café, no primeiro degrau, na prudência, no gato, na sombra, no adeus, no então. E com os olhos em ângulo agudo, sob a arcada, em viés, subindo os degraus da escada em frente, espreita-se o primeiro andar. É onde mora o suspiro.

ao som de Pink Floyd "Brain Damage"

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