abril 20, 2006

Café Tóquio


Quarenta e cinco minutos em serpenteios calados e quietos, sorvendo com cuidado momentos de café, onde o vagar se entrega a doces pózinhos de surpresa. Nas mãos, um isqueiro prateado, escurecido por uma azulada certeza com sabor aniz. Não sei quantos segundos mais, nem se passaram tantos assim. Apenas que o relógio está parado, a hora é a que apetece e o tempo não costuma vir aqui tomar café.

Ao som de 34 Puñaladas "Packard"

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