março 31, 2007

Coisas

Mesmo quando as pausas parecem o que não são, há sempre um nadador salvador atento às ondas, mesmo na maré vazia. Nessa atenção, desdobram-se maquinismos complicados, envoltos em electricidades e laboratórios arrumados pedindo desarrumação. Na desarrumação, perdoam-se erros e esquecimentos, pela simples razão de estar ali. Estar é a nota mais alta. Ser é dispensar de exame. Continuar é a perfeição. Porque os nadadores salvadores, mesmo quando não estão atentos às marés, têm sempre um colete na mão.

Ao som de The Passions "Small Stones"

1 comentário:

macaso disse...

Numa qualquer altura...precisamos todos de ser salvos.