abril 03, 2007

Quando Pedro me levar à pesca

Jurámos pias baptismais, louvámos a desgraça alheia por não se ter aproximado, abençoámos o dia como nos convém, vergámos o espinhaço à decisão de outrém, tornámo-nos o pretérito imperfeito da perfeição legislada. Aceitámos a vigência como verdade e a erradicação da dúvida como doutrina. À diferença chamamos desvio. À falta, desculpamos o prazo e devolvemos a intenção. À culpa, arquivamos o processo. Se algo ficar por classificar, resta-nos o desígnio. E na procissão, voltados para a Meca que estiver mais perto, roem-se os bocadinhos de pão que alguém deixou aos pombos. Esses, mais tarde, serão mastigados depois de um lume brando.

Ao som de The Sound "Possession"

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