maio 29, 2007

A espera

Paredes cor de laranja e algum branco de tom sujo. Enormes candeeiros que tombam do tecto, calados, à espreita. Oito computadores obedientes e submissos. Uma janela a três quartos. As cadeiras desarrumadas e as outras, conversam muito ciosas do seu espaço. Meio a dormir, meio acordado, com as mesas em desalinho e os cabos de rede à espreita, resolvem-se assuntos de governo e algum golpe de estado eventual. Os conselheiros tomam o tempo como refém. O mundo que espere. Aqui tomam-se decisões. Mesmo que não sejam úteis para ninguém.

2 comentários:

Anónimo disse...

Por mim valeu a espera, delicioso e imaculadamente redondo! :-)
Maria João

aliança disse...

Conselheiros? a trabalharcom computadores? que coisa estranha!!! Já sei , já sei , lá estou eu a levra as coisas para a realidade, eh, eh