junho 17, 2007

Ao fundo, apenas o saco de ginástica

Por muito sossego prometido, aquele que se acha ou se julga e percorre os veios da madeira do chão, seguro, envernizado o bastante para surgir e entabular conversa, nunca é o bastante. Ficam de fora algumas pontas soltas, as presenças, bastando-se a si mesmas, sem voz, apenas estando, os balanços, as coincidências. Revelar-se num cenário que nunca se pensou, agreste, virulento por se considerar menor, aquecido por artes, nunca ofícios, metade de um postura que resvala, por sentir o soalho mais confortável ou longe de recusa. Já pensaram nisso? Na redonda aquiescência de agradar o prazer. De lhe permitir intensidades e fugas, mesmo quando não se pretende a saída. Sugerir em pensamento a fragilidade, o sustenido bastante para transformar as palavras em ininteligíveis ímpetos. Mergulhar na falésia e no mar ao mesmo tempo, retirando o organismo ao mineral e a paz ao oceano. Suar.
E sempre que haja um fim, raptá-lo, estorquir-lhe o nome e abandoná-lo à deriva.

Ao som de Pink Floyd "Careful with that axe, Eugene (Live from Ummagumma)"

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