junho 15, 2007

Masgreevia

Masgreevia. De tudo um pouco, sem remorso nem escrúpulo, desolado por me esquecer de algo ou alguém, mas nada mais que isso. Sorridente, porque me quero justificar. A vida por aqui, nesta combustão, resolve-se em poucos dias. Ou décadas, é o mesmo. Está por horas, dizem os que me servem. Pelo previlégio de ser servido por eles. Impingem-me tinto e branco, à vez. Sorrio. Permite-se tudo em poucos passos, com os pés sob as mesas, quatro delas, entre gestos de camaleão, certo de verdades muito maiores, mas muito mais inúteis. Recitam-se desejos. Surdos. Mudos. Nas paredes pejadas de retratos de todos os alguéns, nas lajes, pasto de beatas e desapegos, nos bolsos, vazios de alma, resiste-se à hora final. Há sempre um fim, mesmo quando enceta algum imprevisto. Haja festa... haja festa. Não vá ser dia dela.

Ao som de Boris Kovac & Ladaaba Orchestra "Begin-ing"

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