junho 03, 2007

Nem em dez mil anos

Como num impulso, num arrebatamento passageiro, daqueles que nunca demoram mais de cinco minutos, encontram-se os motivos e as causas. As que valem a pena. Os que permanecem próprios. Nunca obtive a promessa nem sequer a resposta a este fenómeno. Sempre me surpreendeu e manifestou ousadia. Ou então, apenas um suave sopro. Uma guelra oferecida pelo acaso. É nestes momentos que preciso de um outro de silêncio. Só para respirar. Abrandar. E então a urgência, impelida pelo composto químico que a reveste, mostra-se ufana, cúmplice de portas entreabertas, resistências ínfimas da descoberta e do enlevo. Só por isso, vale a pena burlar o suicídio.

Ao som de... não sei se digo...

1 comentário:

Anónimo disse...

E que faz quem na sua existência se pautou por ser um reagente químico, uma espécie de catalizador de reacções em cadeia, quem não sabe parar. Quem só suporta a apneia quando é para descer ao mais escuro dos oceanos, na esperança de encontrar o Graal que permita descansar o seu umbigo. Que faz alguém assim? Onde se aprende a esperar?
maria joão cansada da guerra