agosto 30, 2007

Palavras de todos os dias

Um café e o valor do cheiro que não se paga. Um sorriso sem ter que ser, mas que é porque esta lá. Um encontrão e um desculpe com resposta. E os dois estão vivos, não se conhecem e aceitam-se no pedido e na resposta. Alguém sentado no muro, à espera ou se calhar só por estar ali. A barba por fazer e mesmo assim os olhos franzidos ao sol e à manhã. A esquina e a seguinte, o passeio sujo, as ervas nascem entre as pedras de calçada, as paredes cinzentas, os carros estacionados sem geometria, alguém que passa e outro e mais um, além. E mesmo parado, a vida passa com o tempo que se inventou e não serve para nada.
E por querer a pausa, tudo à volta se torna mais lento, o movimento ao longe já não conta, o bem e o mal não significam nada e apenas o momento, aquele que está ali, ao alcance da mão ou do coração, significa o que é importante.
O resto, é com deus ou com o diabo.

Ao som de The Soft Boys "I Wanna Destroy You"

Sem comentários: