dezembro 06, 2010

Regressos

Azuis que invejam, azuis que envaidecem, azuis pecando por escassos, azuis de água, mãos frias e essa menina sentada na areia, precipitando o meu desejo por longos pingos de chuva e anos de pele fina e riso fácil. É tudo o que fica desse tempo roído lugar, nessa areia que ainda existe, mesmo se no fundo de um mar que regressa e traz pretéritos, mas sem cheiro, mas sem rosto molhado e roupa encharcada. Agora existe desejo, serpenteares de um sinuoso dourado, mas gastou-se a inocência, essa espuma húmida de longo sabor doce.

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