janeiro 15, 2011

Braçada de uma natação qualquer

Renomeio a noite
em lâminas bruscamente finas.
Prometo-lhes a devoção
e todas as manhãs.
Serei virgem,
complicado ermo de realizações,
pecado íntimo
de todas as que almejo,
segurança de ventre maternal
conhecendo as agruras
e os limites.
Sabias que era preciso entrar
para sair.
Tinhas as certezas
de elipses por acabar.
Soubeste largar em voo
todas as andorinhas do teu bolso,
e as árvores...
As árvores,
colheste-as cedo demais.
Carregas na alma
as folhas que não agarraste.

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