fevereiro 22, 2011

Basta-me a primeira letra, talvez por ser quase a última

As coisas são estranhas, quando não as chamamos pelos nomes, se nomes têm, ou se decidimos olhá-las através do ângulo que não as favorecem. Ângulos e nomes, a geometria de uma rua vista de cima, cada pessoa passa apenas por sua livre vontade, cada bar aceita cada voluntário já de copo na mão. São 5 horas da tarde e já se vive nessa rua com as árvores suficientes para se chamar amigavelmente, bairro. O vagar veste-se de cores berrantes, sentem-se terraços ainda vazios, os risos parecem-se com sorrisos e a tarde tem o mesmo valor da noite. Existem sítios assim. Sei descobri-los. Falta-me o quase para os adoptar como meus.

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