fevereiro 11, 2011

Desabafo ou memorando

A questão é esta: aturar é o primeiro passo no acolher desse boião de opiniões a metro. E eu tentei. Uma vez, na melhor das intenções. Duas vezes, num engolir de razões e certezas. E essa terceira vez, camuflado em nome próprio, corporativamente participativo e em nojentos espasmos de politicamente correcto embrulhado em papel de lustro correcto. E quero-me penitente ao verificar o asno que fui e pareci. Há tantas palavras que se escrevem e não se dizem. Culpa? Toda. A fama tem destas coisas, descemos tão baixo que custa reconhecermos a nossa sombra desfiada.

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