fevereiro 22, 2011

Estou apaixonado por uma estrela de cinema alemã

No apetite sincero de uma manhã onde gosto de encontrar um cinzento que brilhe no outro lugar da minha cama, estendo a mão e sinto uma pele que faz da minha um brinquedo. Não evito situar-me neste vértice de idealismo, quando ser eu me precipita a histórias e linhas de ciúme, coxas que me pedem atenção e toda a corrente de eventos que me separam do limite. Sou particular neste estado de coisas, tanto quanto me seja possível preservar os meus segredos dentro da porta do meu quarto, meu e teu, meu e de quem for, na certeza de aqui tudo se manter, até a probabilidade de me mostrar todo eu, esse percalço onde me refugio sempre que desejo e concretizo as fantasias que me fazem filme e realizador. Acho que existo em sedas para me sentir veludo e tocar em tudo com dedos de egoísmo. Mais que outro verbo, adoro esta faculdade. E nela, chover e desaguar enxuto.

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