fevereiro 11, 2011

O fim dos dias dos outros

Preparo-me e sou do tempo,
do tempo do arrependimento,
esse arrepio feito lâmina
senhora de mil empenhos,
onde me enrosco
e me entranho,
sujo e surdo de encanto,
ao ser senhor ao mesmo tempo
de um eu e outro então,
corropio escravo de ser,
e no entretanto
comer todos os animais
e em concha
beber a água do seu banho,
última homenagem
de um peão
no empenho de ser torre,
essa menagem
onde desejo o descanso,
mesmo se acorrentado
mesmo ao lado
de todo o ladrão
e demente,
judiar quem tem a chave,
e ao sol,
quebrado,
quebrar a promessa
de aquietar,
baixar a cabeça
e ser.

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