fevereiro 07, 2011

Servir frio, quase quente

Agradecem-se gestos, espaço de passagem ou a pachorra de arranjar os bilhetes para a porta certa. Agradeço todos os confins do mundo conhecido, e em todos os confins desdobro-me em atenções que em cada 4 me sobram 3 sorrisos fechados. São mil as facetas dos meus obrigados. Suaves, bruscos, desinteressados que também os há, interesseiros quando se servem em dias de dieta, brutais de tão redondos, surdos quando soam a mudos. E podem soar a rios de sol ou a manhãs de verão de cor baunilha, quando a baunilha é imaginada amarela a desmaiar para o pastel. E agradecem-se divindades, desmiolados com nome de deus, mulheres histéricas apenas por serem mulheres. E agradecem-se ladrões, assassinos e corruptos, todos do género masculino. Porque feminino é um verbo mais subtil, mesmo esquartejando um amante maçador. E ao obrigado militante, gosto de juntar os qb´s que me amaciam o goto. Apenas qb´s, para não se me pegarem os molhos.

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