março 02, 2011

Ladrões como eu

Fumo, bebo, mordisco e mastigo, olho e observo, saboreio, sorrio, apercebo, ouço, arrepio, sinto, distendo, escrevo, durmo, permito-me as ideias do universo que ouso conhecer, sugiro-me as imaginações que me fazem um todo, firo-me nas impossibilidades que me torturam, nado entre as elevações de carácter, acrescento lâminas e morangos aos saudosismos com que cozinho plebeias solenidades. E em redondeios, porventura inusitados, faço surgir rituais extremos, mesmo se renego papas e importâncias, meras tolices que me servem de adubo, quando decidir lavrar o resto dos meus dias.

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