maio 14, 2011

Ritmos loucos

Já criei fogos fátuos pelo prazer de encontrar raposas e meninas de caracóis de oiro no mesmíssimo caminho. Sento-me todos os dias na encruzilhado dos quatro caminhos. Um nunca o chamaria caminho, apenas o modo de chegar onde quero. Outro, o da direita, como se só houvesse uma direita, é preferível numa determinada direcção, como se uma evasão obrigasse a sentido único. O terceiro, só me serve, e ao mesmo tempo, não me serve de nada. É a terceira parte de uma lógica de alguns dias do ano, oficial emenda de uma oficiosa ociosidade ou talvez olhos brilhantes em estado puro de ser pessoa. O que sobe, sobe ao céu. É o quarto de brincar da vontade e dos discos guardados para um dia especial, como a espécie de ser hoje possa ser adiada e vertida em gotas num copo de um qualquer elixir que só serve de branqueador. Tantos que, tanta forma oblíqua de chegar ao ponto, esse centro do mundo, a conversa fulcral de um dia de calor onde fútil é o dogma da vida. Deito-me na relva, olho os ramos hesitantes na brisa e descubro que a única hesitação do mundo se guarda no meu coração. E talvez nesta mania de não me sujar de relva.

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