junho 15, 2011

Sei que um agora nunca o será sem ti

Sitiado por entre portas pesadíssimas, metal maciço aquecido por reposteiros da mesma cor do vinho que pretendo fluido sobre a tua pele pálida, sofro do enredo de te situar na penumbra e escondida da claridade do dia. Prefiro vender as imaginações em frascos lacados, guardar em gavetas forradas a veludo verde escuro as carícias de uma violência desejada, frutos de polpas que a língua sabe dissolver, movimentos desordenados pintados por gotas escorrendo até ao chão. E nas vontades, nesses beijos contidos e pincelados, existem afagos rugidos e dedos gulosos de marcar os veios de um capricho. São estas as sinopses de realizações mortais mantidas em segredo dentro de caixas de cinzento metal, à espera de serem abertas e projectadas em algum santuário.

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