março 27, 2012

Um conto, um cento

Os momentos que antecedem grandes decisões, proporcionam fenómenos químicos e todas as teorias que os estudiosos do cérebro sabem enunciar. São páginas e páginas escritas de alto abaixo, palestras e conferências doutas, definições matemáticas cujo causa efeito não é simples de compreender. E tudo se passa dentro da pessoa, nas suas entranhas revoltas, revoltosas por meia dúzia de unidades de pagamento, como se a vida fosse uma caixa registadora difícil de saciar. Como se pode quantificar a existência e por quanto? Tudo vale? O valor das coisas é uma das coisas mais estranhas que o índice encerra, e mesmo assim, insistimos na valoração de tudo e mais alguma coisa, como se cada cereja de um cento fosse mais que outra qualquer. Chamam-lhes borboletas, coisas esvoaçantes cativas no duodeno. Chamo-lhe fatalidade... Ou, estupidez.

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