maio 15, 2012

Esperamos, nós e Tim Robbins

Sobre um bloco de pedra, daqueles que se usam para acrescentar terra ao mar, espera-se. De pé, de cócoras, sentado como se um sapateiro esquecido encolhesse os ombros ao amontoar de sapatos à porta da sua oficina. Espera-se algo da cor do bloco de pedra, alvo como se o novo tivesse cor. Falam-se línguas quentes, rápidas para o compêndio ou a tradução, a rapidez própria da vida se sentida e amada. Laivos de francês, como se algumas palavras fossem o barro para segurar a argamassa. Somos 3, quase 4 se o fulano de panamá branco e calças pelo artelho. Somos 3 sem sabermos quem somos. Cada um inventa o nome que quiser. Hoje quatro letras, amanhã apenas três. E apelidos se servirem de nome próprio. Hoje esperamos, amanhã teremos nomes de dois nomes escritos e nunca verificados. Amanhã, se algum deus quiser.

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