novembro 29, 2012

Ocular




Digito e por essa causa, virtuo. Pertenço a toda e ao restrito, desventro-me e assemblo-me, projecto o dever e o devir, rodando em mim mesmo, sobre o meu ente no gesto de substituição do divino pelo resto de uma divisão, eu pela consciência, eu como cume e labirinto oculto pela superfície. No movimento atinjo, na pausa renovo, no reinício aprendo. A junção dos sentidos num só, como se a fusão fosse um método religioso, circulando as cores como veículos e os órgãos na exacta medida da sua imponderabilidade. As coisas são objectos ao sol e emoções no escuro. Porque a claridade e escuridão sentem-se, em simultâneo, em contacto com a impressão digital. Uma que se torne causa.

1 comentário:

Anónimo disse...

A cor esventrada ao milímetro. E em movimentos circulares a religiosidades dos actos.

(Gostei muito de ''as coisas são objectos aos sol..."

(impressão digital para quem não sofre de Sindrome de Nagali :-))mas nestes casos as íris coloridas dão perfeitas impressões oculares...

Mais um texto soberbo

AB