novembro 08, 2012

Onde a falésia decide a planície



Saltos, cabriolas e gritos submersos em areia molhada e cores de manhã infantil, doce como suaves ziguezagues enjeitando o cuidado dos maiores, quando a água é mais do que elemento, mais e mais fundo, cobertos de rochas cobertos de conchas como coladas, vivendo vidas que nem se imagina ou descobre. Sãs sugestões, como pérolas achadas entre ervas esvoaçando à brisa da maré, casas de telhados quase vermelhos onde as janelas antevêem esconderijos e cordas de mar. Essas pausas corridas, perpétuos movimentos de sereias e cabelos revoltos, ali, onde a terra teima em acabar, e os faróis se amontoam enquanto os faroleiros tilintam chávenas de calor e perspicácia. São os dias de bagas e flores amarelas, os serenos pincéis que pretendem diamantes nas paletas de pastel.

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