novembro 13, 2012

Partindo pausas



Secretos restolhos e areais,
cestos de piquenique levados pela maré,
zumbidos à flor de uma pele
na palidez frágil de uma cintilação,
são as cadências
e nuvens feitas de almofada
onde o infantil tem o trono
e a rainha só se recorda dos confeitos amarelos.

Além
na falésia em forma de mesa,
permanecem os druidas desnudos,
sinal de tempos e relógios sem ponteiros,
ferrão espetado na linha de horizonte,
onde o sol já não está
e o laranja ainda existe.

2 comentários:

Não me esqueças.... disse...

as marcas dos pés descalços no tempo em que as gargalhadas eram cristalinas como os salpicos do mar.

(abençoado laranja que em gomos reparte com o sol sumo adocicado pelo tempo:-)

Não me esqueças.... disse...

Pausas que se assemelham a partituras. E a melodia das palavras em frases é o lugar onde o laranja resiste após o por-de-sol.

Pese embora a excelente escolha musical, veio-me à memória__________
L'opéra imaginaire - Lakmé Delibes

http://www.youtube.com/watch?v=EbDL8nxW658