janeiro 27, 2013

Impressões de um buscador de emoções



A garagem fechada, as luzes acesas do tablier, a sucessão de espécies em extinção, segredo guardado ou partículas de desilusão cobertas de chocolate amargo. Na dita penumbra, precipitação de algum linguista onde letras demasiadas sustêm o perigo de desmoronamento, amontoam-se ideias como caixotes. Comparando um excesso com um dizer incómodo, ofereço-me como pasto de sereias e peixe seco. Tenho o cigarro aceso fumegando o passado e no banco de trás, um amor furtivo. Sentado ao volante, com as chaves no bolso, desenrolo as dúvidas de antemão e repito a canção até onde a exaustão não conhece. O beijo, esse, ficou por dizer. Ou sequer, conhecer o sabor.

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