fevereiro 06, 2013

Vidraças e madeiras



Por todas as marés, as matinais que trazem os tufos dobrados pelas brisas, existem janelas de esquadria branca de onde se fazem as romessas. Nos dias de temporal, são as janelas de onde se dizem as orações e os amores impossíveis. Quando as noites trazem luares, das janelas, tecem-se uivos de carícias algo ternas. De madrugada, cotovelos assentes nas janelas, revolvem-se pensamentos que só existem durante o sono alheio. Quando soalheiras as tardes, as janelas aquecem ao sol do aconchego. E nos Invernos húmidos e prolongados, são as janelas os olhos da alma. Das almas.

1 comentário:

AnaMar (pseudónimo) disse...

janelas abertas aos cânticos
fechadas por vezes aos amores proibidos que crescem na imaginação
(vidros transparentes de corações límpidos.foscos deolhares ilícitos.