abril 21, 2013

Corpete ou colete de forças



Espalhados os papéis e as línguas de sede borbulhante
retomo a constante e míseras migalhas,
proíbo cálices de absinto ou água barrenta
resultados ermos da conquista sangrenta do meu ninho.

Balanço hérculeas decisões
de linhas rectas e horários definidos
como se conhecesse as heras
que deformam o meu corpo.

Tenho a pele salgada
crepitando nos lumes da concórdia,
pastos soberbos e demais liberdades,
as bastantes para tornar um homem
num cumpridor de normas e leis numeradas.

Leio os sinais,
as bulas,
os fermentos alheios que me tentam.

Sou um peixe e um nababo,
cruel e disforme,
dono de suaves incrementos.

1 comentário:

Anónimo disse...

Existem mercenários fastidiosos e frustrados que nos fazem sentir assim.
Só para que se sintam homens, mulheres ou apenas gentalha que nunca provou absinto, aposto.

(a pele salgada faz toda a diferença)

A.
(não sou um robot :-)