abril 09, 2013

O que dizem as estrelas.

Anuncio tardios desvarios, dores pretendendo atenção desmesurada, um caminho de aspas e felizes acasos apalavrando todas as suavidades que caibam num atormentado coração. Gelam as curas e mesmo os desígnios são meras hipóteses sem fundamento. Nos campanários agitam-se as horas, como numa orgia de incenso e mentiras. As meias verdades emcabeçam os tomos, as regras escrevem os índices e os números sentam-se nas cadeiras vazias. O mundo fugiu. Refugiou-se nessas cavernas que as montanhas escondem. Os tempos regressam aos tempos sem tempo. Restam as palavras escritas nos muros. Não por muito tempo. Ou talvez, porque não haverá ninguém para ler.

1 comentário:

Anónimo disse...

Os muros não desabam e as palavras neles escritas são testemunhos animados do sufoco colectivo.
Breves os desvarios anunciados atempadamente. porque o tempo apenas é! como o amor encalhado numa gaveta que não abre.
São horas de pestenejares repetidos que adormecem o olhar.
Amanhã é dia de música e as orgias desabam em verdades nuas, que tantas vezes nos recusamos a ver.

Aspas em citações filosóficas, de autores desconhecidos.

Escuto uma melodia emprestada e
estendo a mão.

A.