junho 12, 2013

Perdido no fundo do mar

Preciso desse teu passo
Esse perigo de queda, onde se perdem inocências
Maiores que as aldeias mimadas pela geada.

Construo o banco de jardim
Onde te quero deitada,
Perfilada ao Outono, à chuva dos meus dedos
Ventos fugazes sentindo o sinuoso do teu cheiro.

Venero esse candeeiro de rua,
Halo espraiado sobre ti, feito degrau ou altar,
Cálice carnal que me ordena o trago
Num excesso temente
Ou orgulho desmesurado.

Não te quero rima
Nem medida, nem sequer alma final.

Exijo o etéreo, o fugaz,
A eterna fantasmagoria.

E sempre que disser fim
Que a espada me decepe,
Faça-se justiça.

Alguma divindade recolherá meu coração.

1 comentário:

Não me esqueças.... disse...

Magnífico
admirável
espantoso
grandioso____________ esplêndido.

M
a
r
a
v
i
l
h
o
s
o