agosto 05, 2013

Diário de bordo, número 50

Os macacos dirigem-se ao veio indicado na fórmula e confirmado pelo memorando, afinal as regras e as determinações estão afixadas no quadro junto à cantina. Descem-se as escadas em compasso. Cada cadeira, cada tabuleiro, 6 cavidades e a música referenciada de multi-qualquer coisa. Pedem-se rodelas e algo mais sem querer ou vontade de terminar. Olha-se o tecto numa oração morna e circular. Cada cadeira, cada par de mãos juntas apoiadas em formica branca, estímulos guardados nas gavetas etiquetadas, sonolência em tons de cinzento difundida por todos os altifalantes. Não me lembro se alguma vez vi alguma porta por aqui. Coço o focinho com a mão peluda e tento sorrir. Não me lembro como.

1 comentário:

AnaMar (pseudónimo) disse...

Um planeta em desalinho e as regras pulam de satisfação na ânsia de serem quebradas.

(Ou pela tentativa do sorriso que a mão esqueceu...:-D