março 28, 2014

Os jurados já decidiram?


A sentença foi pintada a cores, encontradas a monte num éden de entulho e brilho, na verdade um dejecto de corte fino mutilado a golpes de indiferença. O tempo tem o valor da fruta do fundo do caixote, norma de sentido único repenicada a ósculos de corte cirúrgico. Ao percorrer o longo corredor dos condenados, a palidez dos rostos cheira aos desinfectantes das noites de emigração clandestina rumo ao cintilante dos altares, onde a religião é insonsa ou oculta. As palavras desintegram-se contra os muros altos da indiferença. E são tantos os quilómetros de baldios murados.

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