maio 22, 2014

Houston, nós somos o problema


Pontos cardeais e direcções sem dogma, cadeiras alinhadas e carreiros de gente em modo centopeia, vírgulas porque se quer perigar por decreto enquanto os becos se enchem e a semântica ocupa o lugar do alimento. As ruas transbordam de uma futilidade pegajosa, o espontâneo tem agora raízes e em cada floresta os troncos são amordaçados com medo. Nas prateleiras não faltam fatias de carne e em cada embalagem de manteiga reside o aconchego do moderno. As divindades perderam as teclas e o indicador procura incessantemente a redenção vestida de insatisfação. O suficiente e o demasiado foram despejados e os arrendatários são agora os donos.

Sem comentários: