maio 30, 2014

No espelho vivem mentirosos e bajuladores


Insisto na geometria que me oblíqua na vontade e no torpor, razões fartas para me desvanecer e reassemblar de seguida, como se nada fosse, nem os caminhos rumassem a luzes ou aos potes de ouro marcados na íris. Movo-me em trajectos pequenos, medo de assumir as vontades ou apenas o peso da carapaça que me provoca arrastos e vómitos, agora que me vejo zoológico e refém de público e parafernálias que não são mais que documentos fora do cofre. Abro a janela da minha cela, olho para o chão, longínquo desta altura de céus, e entendo que ao mergulhar reviverei a sensação de atravessar a onda e saber onde está o outro lado. Na teoria dos restantes sábios, e de alguns ignorantes, conseguirei somente desfigurar o que já é monstruoso.

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