agosto 25, 2017

Decisões, decisões...


Dentro da mala, entre trapos e livros escolhidos, guardam-se ruelas, caminhos estreitos e portas fechadas a cadeado que supostamente abrem-se ao abrir a mente. É quase um mito vestido de alguma lenda e renda, mas acontece, oh se acontece. Sei-o para poder contá-lo, vi-o para poder jurá-lo, e dos sentidos, desses violentos hipnóticos como canções de embalar, não conto nem juro, não direi que sei nem vi, sigo códices que me chamam criança. Mas tenho a mala comigo e ao folhear os livros escolhidos, encontro páginas soltas com as poucas, pouquíssimas, confissões que posso partilhar. Tenho um molho delas na mão. Ainda não decidi se as atiro ao vento do cimo de um penhasco ou se as lerei à luz de velas ao ouvido ávido da luxúria.

1 comentário:

AnaMar (pseudónimo) disse...

Candeeiros de luz amarelada pelos andares enconsos.
Joelhos que a mala atrapalha.
(A luz de velas numa casa no alto de um penhasco... :-)