março 29, 2018

Relógios e calendários de açúcar


Pequenos nadas recheados de confeitos e outras guloseimas de tempo finito, eis as leis dos tempos de agora e dos minutos que faltam para a próxima granada ou frase pomposa de Estado. São assim os dias desses minutos contados à pressa e sem pressa para dobrar o Bojador da dificuldade alheia, enquanto as guloseimas se amontoam nos tapetes das salas de orçamentos e conversações. Confia-se no tempo, esse mentiroso sem lei que no seu decreto não volta atrás nem corrige o culpado, e as ruas tremem de multidões de insurrectos cujas revoluções não passam de vaidades e invejas. Pequenos nadas são afinal pedaços de tudo. E tudo não será mais que minutos adocicados por confeitos breves e finitos, como a vida se apresenta em momentos e cadências contadas ao minuto e escritas ao momento.

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