Refeita e repleta, revolves a areia antecipando o teu andar ao sol.
Sumarenta, privada, particular na cadência e no despertar, reiventas a maneira de dizer bom dia e permaneces dia durante a noite.
Nocturna, revelas o segredo de ser, enlevo de imprevisto e inesperado com sabor a frutos do bosque.
Solar, alimentas o sorvo de uma sede esfomeada, colher de prata remexendo o meu círculo, mesmo desenhado sem compasso.
julho 26, 2013
julho 24, 2013
Couraça e feno
A fúria dos calmos e das pétalas
em resguardos de cidadelas em chamas,
pernoita no agacho e bem quieto
frondosamente podridos e rasgados.
Do serão
apenas a discordia,
vereda descoberta na latada,
quando a mó se cala encoberta.
Na mão
o copo enformado,
disforme no vidro de mau trabalho.
Nos dedos
a virtude e a mudança,
velhice, pessimismo e aventurança.
em resguardos de cidadelas em chamas,
pernoita no agacho e bem quieto
frondosamente podridos e rasgados.
Do serão
apenas a discordia,
vereda descoberta na latada,
quando a mó se cala encoberta.
Na mão
o copo enformado,
disforme no vidro de mau trabalho.
Nos dedos
a virtude e a mudança,
velhice, pessimismo e aventurança.
julho 23, 2013
E se acordar durante o sono?

No segredo
na dúvida de uma chuva de Verão
na correria em círculo rumo ao pensamento
como as flores e os silêncios
na ânsia do desenho que o beijo sulca a areia.
E se o sono me visitar
pegajoso e quando se insinua
pergunta-me os passos trocados da dúvida
realejo afinado pelo caruncho
a parte da minha alma que se vê
em suaves perigos veniais.
De repente
julho 01, 2013
Quarto 222, por favor
Havia algo de liceal, como de definitivo. E se a espera era quieta e morna, o desespero agarrava a roupa da cama ameaçando a palidez. Sempre imaginei a doçura de um quarto de hotel, entrecortada pelo desvario incontrolável de uma profunda decepção. Tudo por uma violenta emoção, mesmo se terminasse em carícia ou num fulminante disparo.
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